sexta-feira, 3 de julho de 2015

Crônicas de Leemyar - O Necromante

Autor: Eddie Van FEu
Gênero: Fantasia, Ficção, Aventura
Páginas: 256
Editora: Linhas Tortas


É com aquele suspiro profundo que a gente solta devagar quando olha pro céu e começa a sonhar, que me proponho a falar de “Crônicas de Leemyar – O Necromante.”

Uma história fantástica, suave e deliciosa. E quando digo deliciosa, me refiro aos bolos de celtalate quentinhos da Vanna… mas é melhor deixar isso para depois.

E para falar de Crônicas, é preciso falar de Leemyar primeiro. Só para te situar, Leemyar é uma cidade da região da Celtária, no mesmo universo de Dragões de Titânia. Não conhece? Clique aqui. Sim, esse livro é de fantasia. Sim, é num universo paralelo. E sim, eu adorei!

Leemyar costumava ser uma cidade pacata, com fama de ter castelos assombrados e ruínas que guardavam tesouros e maldições. Uma cidadela não muito hospitaleira, que ainda assim recebia muitos viajantes. Raríssimos eram os que ficavam. A bem da verdade, ninguém via chance de crescer e prosperar, num lugar de gente rançosa estacionada no tempo.

E como para desdizer o que eu disse antes e provar que nada é definitivo, chegam à cidade Vanna e sua amiga-elfa, Groulf.  Elas se imaginavam guerreiras e estavam em busca de se firmarem na profissão (e desde quando existe a profissão de guerreiro? Não sei, não me pergunte. Mas lá para as bandas de Celtária e Titânia isso é muito comum).

Como eu ia dizendo, as duas garotas procuravam aventuras, tesouros e experiência. E assim acabaram encontrando Dirk e Romano, dois amigos também em busca de aventura e riquezas. Bem, não exatamente nessa ordem.

Da esquerda para direita: Peter Paul, Joabe, Romano, Vanna, Dick, Groulf e Hitch. Essa turma delícia!
Depois de um estranhamento inicial, percebem que estão no mesmo barco furado — e sem remo — e resolvem selar uma aliança para saírem da situação em que se encontravam: guerreiros inexperientes e sem nenhuma moeda de cobre furada no meio.

De Inicio, decidem capturar um mago malquisto na cidade, por quem ofereciam uma poupançuda recompensa. E digamos que é bem aqui que a história começa. Os quatro amigos vão passar por muitas e boas e viverão uma história que poucos podem se gabar de ter vivido. Só para te deixar curioso, Essa galera vai lutar contra um deus-demônio-das-profundas. Como? Quando? Por que? Só lendo o livro para saber…

O enredo não é o que podemos chamar de comum, e conforme as situações se desenham, novos personagens são apresentados, e olha só, unindo todo mundo temos uma família, pra lá de exótica por assim dizer.

Se eu pudesse definir esse livro em uma palavra, usaria emoção: Rimos, choramos, torcemos, nos irritamos, sentimos a dor de um coração quebrado, lutamos bravamente e sonhamos!

Crônicas de Leemyar surpreende pelas reviravoltas que a história tem, pelos caminhos que se costuram e ligam os personagens uns aos outros, tornando-os únicos e insubstituíveis.

Amizade, respeito, fé e esperança são tratados de uma forma tão pura, que recomendo essa leitura para qualquer um que acredite no valor de uma amizade verdadeira, que antes de julgar te aceita, e vai lutar por você simplesmente por que acredita em quem você é, e não deseja que você seja nada além de você mesmo.

Depois de ler Crônicas de Leemyar, a sensação de ser uma pessoa melhor é inevitável, pois aquelas pequenas luzes que esquecemos de manter acesas quando nos tornamos adultos, voltam a brilhar de forma intensa. A esperança e os sonhos tornam a pulsar no coração. Às vezes, a gente só precisa olhar para o mundo com olhos mais puros, mais limpos… mais leves!


O clima de aventura está impregnado em cada página, e quando os personagens não estão lutando por suas vidas na ponta de uma espada ou decapitando zumbis (eu não falei deles antes? Pois é, nessa história o que não falta é zumbi) estão gastando neurônios para compreender as mudanças que suas vidas sofreram desde que chegaram ali. Tudo bem, nem todos. Mas Peter Paul, Joabe e Hitch que o digam.
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