quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Quadrinhos da minha estante #07

A Brigada dos encapotados



Autor:  John Ney Rieber | John Ridgway
Volumes: Mini série em 2 volumes
Editora: Brain Store Editora
Série: -

No começo dos anos 90, Neil Gaiman escreveu o roteiro da aclamada série Os Livros da Magia, onde Tim Hunter finalmente nasceu no Universo DC. Nessa história, quatro esquisitões ofereciam ao futuro super-mago uma amostra grátis do que sua vida viria a se tornar se decidisse ou não seguir nos caminhos da magia.

Muito bem, eu não sabia nada disso quando encontrei a capa 01 de “A Brigada dos Encapotados”, onde os quatro esquisitões de os Livros da Magia estão unidos em uma missão: derrotar um mago da terra da vodka (quero dizer, russo), responsável por destruir o mundo, no futuro.


Relendo esse quadrinho hoje e consciente das informações da introdução desse post, ouso achar a desculpa do roteiro meio boba, mas valia apena só para ver os encapotados em ação: John Constantine, Vingador Fantasma, Doutor Oculto e Mister Io (que eu lia Mr. 10... culpa da fonte dúbia usada na revista).

O mago russo fanfarrão descendente da linhagem da família Constantine, ao ver o que aconteceria no futuro, se redime tentando desfazer a lambança. No entanto, ele se recusa a aceitar a ajuda dos magos altamente gabaritados da DC. Chegando a lutar contra eles só porque queria resolver a merda toda sozinho.

Curti muito ver os magos da DC tentando interagir. Não é que eles não funcionem. Pelo contrário, o quarteto funciona muito bem, cada um no seu quadrado. Isso significa 0 (zero) espírito de equipe. Logo, quando uso a expressão "tentando interagir", os motivos são óbvios.

O humor fica por conta do loiríssimo Constantine, um verdadeiro disparador de tiros sarcásticos, dando alivio total no clima sinistrão que os outros 3 imprimem.

O vilão é bem ridículo e completamente pancada da cabeça, tornando a história apenas um entretenimento sem maiores mensagens. Gosto muito da arte desse quadrinho, bem confortável para quem curte o estilo clássico de diagramação.

Lá no finalzão, tanto do volume I quanto do Volume II, tem um capítulo dedicado a explicar um pouco da história dos personagens e foi assim que conheci os Livros da Magia, que viria a ler um bom tempo depois. E talvez, só talvez eu fale dessa coleção que também habita a minha estante.


Até a próxima folks!
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