domingo, 12 de novembro de 2017

Microcontos! 2


As mãos sentiram a frieza do corpo ao tocá-lo. Ela era linda mesmo em seu sono eterno.
Limpou o corpo da jovem e passou os bálsamos, enquanto outro preparava o traje.
Vestiram, e a colocaram em seu esquife de cristal.
A jovem princesa nunca séria esquecida. Ficaria em suspensão até acharem sua cura.
Sem poder se mexer, congelada naquele segundo infinito. A alma da jovem gritava pela sua prisão indefinida.








 Cherrie emitiu um silvo para sinalizar que podiam prosseguir. Mexeu suas barbatanas alegremente seguindo o golfinho, a verificação era imprescindível. Hanna não podia nadar onde havia humanos por perto.
Pegou na crista de Cherrie e ambas dispararam em velocidade, sua cauda prateada se misturava a figura da criatura em um belo quadro.
Nadaram alegremente até a montanha flutuante, estava começando a sentir uma canção se formar em sua mente. Quando sentiu um tranco e viu seu redor se tingir de vermelho.
Cherrie nadou em desespero para fugir, os caçadores puxaram o arpão e rebocaram o corpo da sereia para seu navio se felicitando pela boa pesca.



Seus olhos doíam com a claridade, fazia muito tempo que não via a luz do Sol. Sentia seus músculos enrijecidos pela falta de movimento. Estalou os ossos e caminhou observando ao redor. Milhares de criaturas que pareciam formigas estavam correndo e fazendo barulhos estranhos, pareciam amedrontadas. Será que era por causa dele? Não se importou. Encheu seus pulmões de ar e soltou um urro. Isto fez as criaturas calarem, embora não fosse o objetivo. Abriu suas asas e alçou voou para os céus. Nada como os céus para desenferrujar um dragão do conforto de seu sono rejuvenescedor.

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