quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Tartarugas até lá embaixo

Autor: John Green

Gênero: Ficção, Young Adult
Páginas: 269
Editora: Intrínseca
 
Lançamento do final de 2017, é o novo livro de John Green após o sucesso de "A culpa é das Estrelas". Em uma entrevista o autor chegou a revelar que estava apreensivo se conseguiria voltar a escrever depois de tanto tempo. Foram seis anos da publicação de seu último livro para este. Ele não apenas conseguiu, como está sendo considerada a melhor obra do autor.
 Conhecemos neste livro Aza Holmes, uma garota de dezesseis anos que além de lidar com os problemas normais da adolescência tem que aprender a conviver com o TOC. Transtorno obsessivo compulsivo que sofre, ela descreve como seu pensamento fica em espirais repetitivas sobre o assunto que ela é obcecada. No caso micróbios e coisas que podem matá-la. O autor se inspirou em sua própria vida para criar a personagem, ele também sofre de TOC e tentou retratar no livro um pouco sobre o que sente para que as pessoas possam conhecer melhor. 

Na trama, Aza e sua amiga Daisy descobrem que um bilionário da região está desaparecido e que há uma recompensa por informações, então ambas resolvem bancar as detetives e conseguir o dinheiro para a faculdade. Em meio a isso elas tem que lidar com a escola, namorados e as fanfics de Star Wars que Daisy publica.

Como opinião pessoal, eu tinha um pouco de preconceito literário com este livro. Admito que não gostei dos filmes adaptados da obra de John e seus livros não tem o estilo que costumo ler.
Mas, li mesmo assim e gostei bastante. O autor consegue retratar muito bem a condição de Aza, criamos simpatia pelos personagens carismáticos. O livro não é pesado embora o tema pareça, é leve e divertido e conseguimos nos ver no lugar da protagonista. Consigo entender agora porque ele está em primeiro lugar na lista de Best Sellers, e se surgir a oportunidade até lerei outros livros dele.

Então, recomendamos Tartarugas até lá embaixo para que todos possam se aventurar e conhecer a obra de John Green e quem sabe vencer o preconceito literário assim como eu.
Postar um comentário