terça-feira, 22 de maio de 2018

Querubins - A Sentença da Espada

Autor: Martha Ricas
Gênero: Fantasia 
Páginas: 240
Série: Querubins
Editora: Novo Século
Selo: Talentos da Literatura Brasileira



Em Querubins - A Sentença da Espada, encontramos duas histórias  contadas paralelamente: de um lado temos Chaya, uma Querubim que acha que os humanos não são essa coca cola toda, mas é enviada à Terra para resolver um baita problema maligno. E do outro, temos Mary, uma humana que nasceu com dons especiais, embora ela ache que isso está mais para maldição.

Há, claramente, uma ligação entre as duas, que a gente passa o livro todo tentando entender. E no meio do caminho, vamos descobrindo mais sobre as personagens nesse enredo  que se passa em dois momentos diferentes da história de algum lugar na Europa (quem me lembra muito a Inglaterra): quando o país não passava de uma vila e quando já estava estabelecido como um.

As protagonistas de A Sentença da Espada são extremos opostos: Chaya é corajosa, impetuosa e geralmente bate antes de perguntar. Mary é frágil, carrega consigo uma grande mágoa por não acreditarem nela, por achar que nasceu na época errada. Por se sentir desajustada em tudo. Ela, no entanto, nasceu em uma família abastada e teve a oportunidade de se dedicar às artes. Era uma excelente pintora, vivia retratando os seres alados que vira quando era criança.

Entrar na cabeça de Mary é um processo que vai nos pegando aos poucos: ela vai ficando cada vez mais confusa, mais fraca. Até chegar na escuridão mais profunda e de lá emergir para enfrentar a própria vida.

Outro personagem importante, Anton Haven, o "par romântico" de Mary. Mas não espere um romance melado entre os dois, pois não vai rolar e nem é esse o foco do livro. Anton é bastante interessante, embora meu coração mole tenha achado que ele foi mal aproveitado na trama.

Uma coisinha que me deu um certo estranhamento, foi que, nesse livro, deuses do panteão Celta foram retratados como demônios. Primeiro eu fiquei chocada (pois costumo estudar mitologia celta), mas depois compreendi que, cada história, cada fantasia, estabelece sua própria mitologia. Depois disso, a leitura fluiu super bem. 

A outra ressalva é sobre o final do livro, que eu achei que se estendeu um pouco além do necessário, mas isso não afeta a boa experiência da leitura, que nos levam a algumas reflexões importantes, como o fato de nós mesmos, aqui na vida real, não darmos valor aos nossos dons, assim como Mary fez no livro, e muitas vezes subestimarmos a fé, achando que estamos sós.

Leitura recomendada para quem gosta de histórias com anjos (eu adoro!), histórias de época com personagens que se superam e dão a volta por cima.

Vou ficando por aqui, folks!
Até a próxima!


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