quarta-feira, 13 de junho de 2018

Pipoca com Mostarda Apresenta: O Túmulo dos Vagalumes!





Boa noite, queridos e queridas do meu coração!!!

Cá estamos com mais uma edição especial do PIPOCA COM MOSTARDA! Como prometido na edição anterior, trouxe uma obra avassaladora de corações do Studio Ghibli. Não me refiro a ela assim por se tratar de amor (apesar de ter muito amor envolvido), mas por se tratar de uma animação que vai mudar completamente sua percepção de mundo. Trago para vocês “O Túmulo dos Vagalumes” ou “Hotaru no Haka”!


Alguns de vocês já devem ter ouvido falar ou já se depararam com sua presença em listas na internet quando se referem a filmes tristes e fortes, muito diferente de tudo aquilo que conhecemos do Studio Ghibli, que costuma retratar histórias bonitas, motivacionais para crianças e adultos. Definitivamente esta não é indicada para crianças. 


 Atenção! Não indico essa animação para pessoas emocionalmente sensíveis. Vamos ao enredo?



O Túmulo dos Vagalumes retrata a dura trajetória de sobrevivência de dois irmãos menores de idade durante a Segunda Guerra Mundial no Japão. O menino mais velho se chama Seita e a mais nova, Setsuko, o pai deles é convocado para defender o país e a mãe deles acaba por falecer em um bombardeio de aviões norte-americanos. A partir disso a luta começa, em meio a muitas situações das mais adversas, desde doença, falta de compaixão das pessoas, pobreza, miséria e fome. Tudo é muito bem retratado e de maneira tão natural que acabamos por nos envolver e ter a impressão de ser um retrato de uma história real, sentimos que eles são reais. 

A história é cruel e de uma sutil violência, entre brincadeiras, inocência e sonhos os dois têm que aprender desde cedo a conviver com a perda. Após terem se tornado órfãos, ambos passam a morar com a tia, mas isso não os ajuda por muito tempo, com relação a isso descobrirão sozinhos quando assistirem. O tempo todo, ficamos com a esperança ingênua no peito de que algo aconteça de bom e os tire dos apuros, uma falsa esperança. 



O diretor, Isao Takahata, quis mostrar nesta obra que a guerra não é bonita e a dor e destruição dela não cessa quando a guerra termina. Pessoas inocentes, crianças são os que mais perecem e sentem os efeitos de uma guerra, quem realmente sofre são as pessoas que nada puderam escolher e que muitas vezes nem entendem o que está acontecendo com o país. Uma mensagem muito clara é: A guerra nunca traz nada de bom para ninguém. Em um cenário em que a qualquer momento pode-se morrer por um bombardeio, enquanto dorme, enquanto janta ou almoça com a família, as pessoas se transformam, a forma de viver de uma nação se transforma e vemos isso com frequência.




O filme é muito bonito, colorido e fluido. Apesar de muitas cenas preocupantes e com um peso muito grande, não temos uma paleta de cores cinza e as vezes nos esquecemos que se trata de um filme de guerra.  Seita é um irmão muito responsável que faz de tudo para cumprir o último desejo de sua mãe: Cuidar da irmã. 



De uma maneira geral, eu chorei muito e não importa quantas vezes assista eu chorarei. Pode não se tratar de uma história real a dos dois irmãos, mas sabemos que neste exato momento e na Primeira e Segunda Guerra, muitas famílias, crianças e pessoas passaram por situações semelhantes, por vezes muito piores. O filme nos faz agradecer pelo arroz que comemos, pelo guarda chuva que usamos e por esse belo tempo de paz que passamos. Coisas que para nós não passa de algo corriqueiro, para eles é motivo de alegria, sorrisos e festa... motivo de muita gratidão. 



Definitivamente não saímos os mesmos depois de assistir ao Hotaru no Haka, então escolha bem o dia que irão assisti-lo. Vou ficando por aqui com essa bela e devastadora indicação que fiz hoje a vocês.

Espero que apreciem como eu apreciei, que sintam como eu senti e que absorvam a mensagem. Deixo com vocês um belo e BIG BALDE de PIPOCA COM MOSTARDA para amenizar, heim!

Até a próxima, galerinha!
 

 

 


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