quarta-feira, 10 de julho de 2019

Noites sem Fim

Autor:  Neil Gaiman 
Arte: Richard Corben Glenn Fabry, Milo Manara, Miguelanxo Prado, Frank Quitely, P. Craig Russell, Bill Sienkiewcz e Barron Storey.
Páginas:  164
Editora: Panini Comics
Gênero: Fantasia



Em noites sem fim, passeamos por contos dos perpétuos, ilustrados por sete artistas diferentes. Todas as histórias, claro, escritas por Neil Gaiman. 

Já fazia um tempo que não lia nada do universo de Sandman, bem como também fazia um tempo que não lia nada do Gaiman. 

E nesse tempo, esqueci o poder de narrativa desse cara, e de como ele faz jus a sua fama. Lançado originalmente em 2003 e chegando á sua versão brasileira em 2014, Noites sem fim (ou Endeless Nights, no titulo original) tem uma linguagem sorrateira e suave que nos torna cativos de sua leitura. Quase como toda coisa que o Gaiman costuma fazer.

Os contos/ quadrinhos que mais mexeram com a minha cabeça foi 15 retratos de Desespero, em que vários mini contos e descrições de situações adversas mostram a presença e porque não dizer, a essência de Desespero. O outro conto que me deixou com baque por dentro, foi Delirium. Eu sempre tive uma quedinha por essa perpétua. De certa forma, me identifico com ela e nesse conto em que ela escorrega para dentro de si mesma e precisa ser resgatada, a gente percebe que tudo que existe tem sua própria função, inclusive as nossas paranoias.

Tanto Delirium quanto Desespero foram dois contos difíceis de digerir e nem sei se consegui em algum momento.

Outro ponto forte dessa HQ é o cunho experimental, a União de diversos artistas conhecidos, cada um mostrando sua própria versão de cada Perpétuo. Cada conto, ou capítulo, abre uma porta que não fecha depois do conto lido, pelo contrário. Elas ficam abertas, deixando o vento e as palavras ecoando depois da leitura.

Ainda estamos em julho, mas tenho para mim que Noites Sem Fim, foi uma das melhores leituras de 2019 até agora. Aliás, se você nunca leu nada do universo Sandman, pode encarar essa Grafic Novel numa boa: ela não exige conhecimento prévio para que as histórias ou personagens sejam assimilados.

Eu vou ficando por aqui, folks! Mas antes, um recadinho: Esse post faz parte da série Quadrinhos da Minha estante, onde sempre acabo falando de HQs e mangás que li e achei especiais.

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