quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Quadrinhos da minha estante #04

A casa do fim do mundo


Autor:  William Hope Hodgson | Adaptação: Simon Revelstroke | Arte: Richard Corben
Páginas:  96
Editora: Opera Graphica
Série: Volume único
Gênero: Terror

Já devo ter dito em alguma dessas postagens que eu tive uma época na vida em que tinha obsessão por histórias de terror que o título tivesse a palavra “casa”. E foi assim que li A queda da casa de Usher, A casa ao lado e finalmente, A Casa do Fim do Mundo, que originalmente é um romance de terror de  William Hope Hodgson  cujo título original “House On The Borderland” é um clássico do gênero de 1908.

Assim que abrimos a HQ, temos um prefacio escrito por Alan Moore, um texto um tanto prolixo, mas que conta a história de Hodgson e só por isso vale a pena a leitura. Do contrário eu nunca teria parado para pesquisar sobre o cara ou sobre o romance que originou o quadrinho.

Uma dupla de estudantes ingleses está viajando por vilarejos da Irlanda quando se metem em confusão num bar e, ao fugirem dos aldeões, acabam indo parar nas ruínas do que fora a mansão de um misterioso “Lord Byron Gault”. Lá eles encontram o diário de Lord Gault, que relata acontecimentos lúgubres em que ele e sua irmã começaram a confundir sonho e realidade e descobrirem lugares escondidos na casa, como um porão que serve de portal para as temidas criaturas suíno-humanas que os tem atormentado em pesadelos. 

Se a história se limitasse apenas a acompanhar as desventuras de Gault e sua irmã, já seria uma ótima leitura de terror. Mas há mais, sempre mais, e quando pensamos que a história acabou, na verdade vemos que ela poderia estar em qualquer lugar, acontecendo, por exemplo, nesse exato momento.

A diagramação segue um padrão de quadros estreitos, quase empilhados, se sobrepondo a outras cenas. Os traços de Corben me deixaram confusa em várias passagens. Pesquisando para esse post, vi scans da edição original e percebi que ela é em preto, branco e cinza, facilitando muito a leitura das imagens, coisa que se perdeu na edição brasileira.

A minha edição da adaptação para o quadrinho é antiguinha, de 2002, trazida ao Brasil pela extinta Opera Graphica (dizem que ela voltou à vida em 2012, mas não ouvi mais falar nessa editora). Quando peguei de novo a HQ da estante para poder escrever esse artigo, aquele cheirinho de livro velho me atacou em cheio. Reler “A casa do fim do mundo” foi tão forte e medonho quanto a primeira vez. E eu só posso chamar essa leitura de insana.

Acho que para ter essa HQ hoje em dia, só comprando em sites como Estante Virtual e Mercado Livre. Bem que eu gostaria de ter umas coisas mais atuais na minha estante, mas o foco dessa série é falar exatamente sobre as coisas que já tenho há um tempo e a Casa no fim do Mundo é uma delas, hihihi.


Até a próxima folks!
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