sexta-feira, 10 de março de 2017

O nome do vento


Autor: Patrick Rothfuss
Gênero: Fantasia
Páginas: 456 

Editora: Arqueiro
Série: Crônicas do Matador do Rei Vol. I

O Nome do Vento é um livro de fantasia que conta a história de Kvothe. Conta tanto, que a série “As crônicas do Matador do Rei”, está mais para a biografia mais longa de todos os tempos de um personagem ficcional.

Para quem curte fantasia, todos os códigos estão lá: trupe de artistas, magos, estalajadeiros, bardos, traços feudais de idade média, magia, ausência de tecnologia e... Kvothe.

Kvothe ou Kote, ou mago ruivo, perdeu a família depois de um ataque de assassinos que em teoria deveriam existir apenas em contos antigos e lendas, o tal do Chandriano. Órfão e desiludido ele passa a maior parte da transição da infância para adolescência nas ruas de uma cidade aleatória. Um dia ele descobre que pode entrar para a Universidade de Magos e decide tentar. Talvez lá, ele pudesse descobrir informações sobre os assassinos que devastaram sua trupe. E bem, acho que é aqui que a história começa de verdade. Ou pelo menos achei que começasse.

A narrativa é dividida em duas vozes: ora em primeira pessoa, ora em terceira pessoa. E isso foi um dos pontos que mais me irritou durante a leitura. Tive a impressão que as inserções de narrativa em terceira pessoa foram mal planejadas, quebrando o ritmo de leitura quando eu conseguia manter um.

E por falar em ritmo... O livro sofre quedas no ritmo de narrativa. Eu literalmente broxava e queria jogar o livro pela janela quando a narrativa era quebrada para uma cena na Marco do Percurso, com "Kote" , seu aprendiz e o escriba. 

Os contratempos novelescos são chatinhos (Denna, o antagonista da universidade, a própria universidade e suas regras limitantes...). Mas se partirmos da ideia de que é praticamente uma "auto biografia de um personagem fictício", fica fácil entender que essas picuinhas e partes chatas façam parte do roteiro. Afinal, tudo funciona na desconstrução do mito: Kvothe, o invencível nada mais era que um cara muito azarado que às vezes dava uma dentro. É como se a história fosse contada às avessas e por isso sofri com essa inconstância para manter a leitura.

Não posso dizer que detestei O Nome do Vento, mas também não amei. Para quem gosta de fantasia chega a ser uma boa leitura, mas não surpreende. Uma boa quantidade de capítulos é desnecessária, tornando a leitura longa e maçante.

Enquanto escrevo essa resenha, olho para a pilha de livros na minha frente e vejo claramente, o segundo volume dessa série, com uma quantidade de páginas bem maior do o livro 1, ainda lacradinho e brilhante. E sei muito bem esse não será um livro que lerei tão cedo...


Até a próxima folks!
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