segunda-feira, 29 de maio de 2017

A menina mais fria de Coldtown

Autor: Holly Black
Gênero: ficção vampírica
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito

Esse livro foi uma das coisas mais doidas que já li nos últimos meses (apesar de nada ter superado Anardeus até agora). E sabe como é, né? Eu até saio dos vampiros, mas eles não saem de mim... Mas vamos lá, que a resenha está só começando.

Tana é uma garota de 17 anos que caiu dura de bêbada na banheira da casa onde estava rolando uma festa do pessoal da escola. Ela acorda no dia seguinte e descobre que todos os seus amigos estão mortos. Ela só sobrou viva porque tinha sido salva pelo álcool. Falando assim parece meio disparatado e até contraproducente, mas foi isso mesmo o que aconteceu.Tateando pela casa ela descobre que nem todo mundo estava morto: Aidan, o ex namorado de Tana, estava acorrentado em uma cama, com perfurações no tornozelo. E no chão, ao lado da cama e também acorrentado está um vampiro que parece ter a idade deles. Só parece.

Contra todas as possibilidades, Tana dá um jeito de resgatar os dois: Aidan e o recém conhecido vampiro esquisitão.

Depois desse início que é uma mistura de macabro com ação, a gente passa a conhecer um pouco mais sobre o mundo de Tana, e lá as coisas são mais ou menos assim: Sempre existiram vampiros e durante muito tempo eles se esconderam.

Até que um dia acontece uma espécie de epidemia vampírica. Milhares de humanos se tornaram vampiros. Como medida de contenção, os governos isolaram as cidades mais afetadas com muros, criando assim as Coldtowns: cidades muradas onde ninguém saía, sendo vampiro ou humano. E para entrar também não era assim tão fácil. Em todo caso, humanos que estivessem infectados podiam ir direto para uma coldtown e não oferecer mais perigo às pessoas que ama.

Com o amigo e ex-namorado prestes a se transformar em vampiro, tendo um vampiro de companhia e ainda por cima com suspeita de ter sido infectada, Tana decide se mandar para uma coldtown, pelo menos até ter certeza que não sairia pela noite querendo comer pessoas inocentes. No caminho, o trio encontra um casal de irmãos gêmeos: Winter e Midnight, humanos que querem desesperadamente se tornar vampiros. E lá se vão os cinco para a cidade vampírica mais próxima.

Arrisco dizer que a história começa de fato quando o grupo se separa em Coldtown. Tana cai em armadilhas, se ferra de verde e amarelo e percebe que nunca mais terá volta a vida que um dia conheceu. Mas não há tempo para esmorecer nem chorar. Chega a ser divertido acompanhar a protagonista se meter em mais confusão quando tudo o que ela queria é não se meter em mais nada.

Tana é uma adolescente impetuosa e descobre uma coragem que não sabia que tinha. O romance dela com o vampiro esquisitão fica em segundo plano, por que sempre há uma coisa mais urgente para resolver. E por falar nele, Gavriel é um vampiro bem doido, e a história dele não foge muito do que conhecemos dos vampiros clássicos, exceto pelo fato dele ser doido e imprevisível a maior parte do tempo. A dupla funciona bem, embora em questão de loucura, Tana seja bem mais perigosa do que Gavriel.

O livro termina meio sem terminar, já que não sabemos qual a resolução do maior medo de Tana, e isso me irritou um pouco. Outra coisa que achei um pouco desnecessário foi o não aproveitamento da dupla de irmãos gêmeos. Personagens completamente descartáveis e que não somaram em nada com a trama. Tirando isso, a narrativa é dinâmica e o livro nem parece ter quase 400 páginas.
Leitura recomendada para quem curte livros de vampiros, protagonistas jovens e destemidas ou só para quem quer passar o tempo de um jeito divertido.
Até a próxima folks!

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