O Interruptor debaixo da escada

em terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Autor: Janaina Tokitaka
Gênero: Ficção, aventura, infanto-juvenil
Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 144

“ Toda criança sabe que no escuro o mundo vira um lugar perigoso. Sabe aquele fantasma do filme de terror que você viu sozinho, de noite? Aquele mesmo, de cara branca, olhos pretos e dedos gelados? Então... quando a noite chega, parece mesmo que ele pode estar escondido dentro de um guarda roupa, embaixo da cama, no corredor entre o banheiro e a cozinha. Toda criança sabe disso, do mesmo jeito que sabe que aquela vacina não vai doer só um pouquinho, que o “frango empanado” de terça feira, na verdade, era peixe mesmo e que os adultos mentem, principalmente no Natal e nas festas de trabalho. Quando você é criança, tem certeza que monstros existem pra valer.” (Prólogo de “O interruptor debaixo da escada”)

Lá estava eu, fuçando o estande da Martins Fontes na bienal do Rio, quando vejo uma capinha azul toda charmosa, com dois pares de olhos enormes. Cheguei perto, folheei e não teve jeito: O interruptor debaixo da escada voltou comigo para casa, em SP.


Miya tem 10 anos e acabou de se mudar para uma casa antiga em algum bairro de SP. Ela é bagunceira e não entende metade da mania de arrumação e limpeza de seus pais, mas tenta fazer o seu melhor. Ah, ela também é descendente de japoneses, embora não entenda nada de japonês.

Explorando seus novos domínios, Miya descobre que os antigos moradores da casa deixaram muitas coisas para trás, como se tivessem ido embora muito rápido. Até aí, tudo bem, mais um item para a lista de esquisitices daquela casa maluca que parece normal em um momento e totalmente diferente em outro.

Yako, a raposa mágica-assombrada que fala japonês.
Imagem de divulgação.
Mas as coisas podem piorar, e se tornarem ainda mais sinistras: olhos e corpinhos passam a surgir aqui e ali e parece que somente Miya e Celso, seu novo amigo do bairro, são capazes de ver esses seres e de resolver esse mistério cheio de personagens do folclore japonês e umas pitadas de vídeo game.

No inicio, a voz de Myia me incomodou. Ela não parecia ela mesma. Mas conforme o livro foi avançando, a personagem foi se tornando mais consistente. Celso é garoto que, apesar de medroso, enfrenta seus medos e parece bastante autêntico. E tem o Shimeji: O cachorro mais passeadeiro e dorminhoco que você respeita.


A principio, pensei que fosse alguma adaptação gringa, mas qual não foi a minha surpresa ao perceber que “O interruptor em baixo da escada” é uma produção nacional super charmosa e instigante. Pense o que quiser, mas eu não tenho maturidade para ver um livro charmoso assim, cheio de ilustrações e com uma história bacana, e não me agarrar nele com unhas braços , dedos e dentes!

Curiosa, pesquisei um pouco mais a respeito do trabalho da Janaina Tokitaka e ela tem um trabalho mais fofo do que o outro.

Leitura indicada para quem gosta de aventura, para crianças arteiras e para quem, assim como eu, tem uma quedinha por ilustrações fofas! 

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