quarta-feira, 25 de abril de 2018

NIHIL

Ou As primeiras impressões da Névoa




























Uma névoa tóxica invadiu a cidade. As pessoas foram obrigadas a estocar comida e a se encarcerarem em suas casas. Não há água encanada ou energia elétrica. Nem internet. Quem esteve perdido na névoa, não voltou para contar como as coisas estavam lá fora. E mesmo nos raros casos de quem conseguiu retornar, foi impossível voltar inteiro: faltaram os braços ou as pernas. Ou a alma.

Crianças e bebês morreram. Animais de estimação desapareceram. Há apenas silêncio, dúvida, solidão, loucura e desespero. Isso é Nihil.
A história é contada através de várias histórias: cada um conta sua versão de como está sendo enfrentar a névoa. Vários personagens. Várias primeiras pessoas. Alguns escrevem cartas. Outros falam sozinhos. E aqueles que tiveram alguma sorte, conversam com alguém de verdade, junto de si.

Ufa! Pensei que seria difícil falar sobre as primeiras impressões desse livro que recebi os primeiros nove capítulos. Mas não foi, porque às vezes o que nos impacta, nos obriga a falar.

Quem segue o @baratoliterario no instagram, já me viu falando lá no stories, que  Nihil é catártico: a gente vai sendo levado por um e outro relato. E quando percebemos, já estamos na névoa. Queremos descortiná-la. Saber de onde veio, e para onde nos levará e se, de alguma maneira, permaneceremos vivos.

Entre terror psicológico, suspense e poesia, Nihil nos tranca em um quarto escuro e nos obriga a enfrentar nossos piores devaneios. Perceba que eu disse Devaneios: eles podem ser muito mais letais do que nossos medos. Você vai se perguntar o sentido de muita coisa. E nenhuma delas terá mais sentido algum, pelo simples fato de que todos os outros, assim como você, estarão trancados, aguardando pelo milagre de estar morto.

Agora que começo a por a cabeça para funcionar, e que realmente estou pensando a respeito do que li e não apenas sentindo,  a trama de Nihil me lembra  o clima de Silent Hill - Shattered Memories (jogo de 2010), em que vamos descobrindo a história através do olhos de Harry Mason ou, ainda nesse raciocínio, a trama do livro também me remeteu ao enredo do filme " O Nevoeiro" de 2007, baseado no conto do Stephen King.

O mais interessante é que, embora a leitura tenha me remetido a essas obras, Nihil tem vida própria, seu próprio universo, seu contexto e linguagem.  Ou seja,  com essas referências mentais, é obvio que Nihil está mais do que indicado. Está indicadíssimo!

Agora só me resta aguardar que o material integral seja publicado e que eu possa terminar essa leitura que promete. E não é pouco!

A pulga mordeu a sua orelha e quer conferir Nihil com seus próprios olhos? 
Clique aqui e baixe a amostra dos primeiros 9 capítulos!


  Sobre a autora Carol Mancini  onononnononononononnohohohohohoo

Carolina adotou o sobrenome Mancini em homenagem à avó com quem passava grande parte de seus dias durante a infância. Formada em teatro, é professora de artes na rede municipal de São Paulo.

Participou por três anos com textos e ilustrações quinzenais para o site Quotidianos e escreveu a história juvenil O Mirante do Tempo, para o folhetim do Jornal de Brusque.


Publicou seu primeiro romance de fantasia “Dias de Chuva” em 2016, pela Editora Estronho, além de ter participado de antologias de fantasia, terror e poesia. De maneira despretensiosa, atualiza contos em seu perfil do Wattpad e vídeos no Youtube, e este ano (2018) retorna para o terror com o lançamento de Nihil, também pela Editora Estronho.

Para conhecer mais sobre o trabalho dela, basta acessar o blog, a página no Facebook ou segui-la no Instagram.

Até a próxima, folks!


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