Conto ZIG - Parte 04

em terça-feira, 8 de novembro de 2016


— Não tenho certeza se quero fazer isso, Zig. — Disse Vinni, jogando uma bituca no chão e amassando com o coturno.

Estávamos no muro dos fundos do cemitério Necrópole. Era meio da tarde de um domingo. Na Avenida Cardeal Arco Verde, quase ninguém passava. Um carro ali, outro aqui. E ninguém mais à vista. Era estranho pensar que no dia seguinte aquele mesmo lugar estaria apinhado de gente, de carros e alto-falantes, de lojas berrando suas promoções. Mas naquele momento, não. Era tudo calmo.

— Não vale dar pra trás agora. — Respondi. — Você que quis vir de dia. Podíamos ter esperado até a noite.

— Nem pensar! Detesto cemitérios. São horripilantes de dia, imagina à noite! Nem pensar, sua maluca!

Pulamos o muro que não era tão alto. Do outro lado nos apoiamos sobre uma lápide alta. Entramos rapidinho.  E começamos a caminhar apressados entre os jazigos. O cemitério parecia ser bem antigo.

— É por aqui. — Vinni falou apontando para um corredor estreito formado por uma fileira de lápides e o muro que havíamos acabado de pular.

Livraria da Vila

em segunda-feira, 7 de novembro de 2016



Lá fui eu assistir Doutor Estranho (filme muito bom por sinal), comprei o ingresso e resolvi matar o tempo circulando pelo shopping. Ao descer as escadas para o terceiro piso, me deparo com uma livraria super estilosa. Óbvio que entrei, mesmo tendo 80 livros com leitura pendente, empilhados pela casa.

E foi assim que conheci a Livraria da Vila, do Shopping Parque Maia, um espaço aconchegante para leitores inveterados e um deslumbre para os olhos dos apaixonados literários.

Dica de Leitura: A Herança da Bruxa

em quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quando a viuvá Couchet morre, sua filha é obrigada a ficar sozinha na Bretanha da idade média. Vagando indefesa, acaba por ser atacada por um desconhecido. Fragilizada acaba por receber a ajuda inesperada de um elfo!

Conto ZIG - Parte 03

em terça-feira, 1 de novembro de 2016


Cara, eu tinha que parar com essa mania de dormir em qualquer lugar. Sentei devagar, e mais devagar ainda abri os olhos. Pisquei algumas vezes até entender onde estava. Uma ressaca de sono em excesso deixava tudo mais lento. Uma névoa fumacenta se espalhava ao meu redor. Você já ouviu falar que as pessoas ficam um pouco burras quando acordam? Bem, eu não sou exatamente uma pessoa, mas comigo não é diferente. A burrice pós sono me acompanha. Experimentei mexer o pescoço. Dolorido.

Através da neblina reconheci os móveis. O teto branco. Sim! Eu estava no apartamento de Vinni! E não era ele ali, bem na minha frente, sentado sobre a mesinha de centro? Os olhos dele estavam injetados, com manchas roxas ao redor. A boca escurecida. A pele antes clara, agora parecia amarelada. E as mãos tremiam, segurando um cigarro já no fim.

— Er... oi? — Tentei começar um diálogo. Vinni continuava me encarando. Levou a bituca de cigarro à boca, deu uma última tragada e por fim esmagou o que restou num cinzeiro ao seu lado.


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