quarta-feira, 6 de julho de 2016

Quadrinhos da minha estante #03

Apagão – Cidade sem Lei/luz
Autor: Raphael Fernandes – Roteiro/ Camaleão – arte
Páginas: 96
Editora: Draco

Série: Apagão

Apagão é uma HQ nacional que voltou comigo para casa quando fomos cobrir a Comix Fest do ano passado. Depois de entrevistar o Raphael Fernandes, a mente maligna por trás desse projeto, não tive como ignorar a vontade de levar um exemplar comigo. Dificilmente eu leio algo assim que compro, e dessa maneira, Apagão passou uns meses dando sopa na minha famosa prateleira dos ainda não lidos.

Apagão conta a história de São Paulo sem energia elétrica meses a fio. Já parou para apensar numa coisa assim? As pessoas enlouqueceram e o frágil véu da civilidade foi rompido pela animosidade humana que já não precisa de tanta ajuda assim para vir a tona.



No meio desse caos, um grupo de rapazes criados pelo mestre capoeirista Apoema, “patrulha” a cidade salvando a pele dos mais ferrados. Aparentemente o protagonista é Dorival, um ex-blogueiro babaca que ganhou a minha antipatia logo de cara. Depois de ter a irmã sequestrada e de passar por um ritual bizarro de iniciação nas artes da capoeira, Dori passa a ser chamado de Bugiu.

Fiquei besta com a qualidade da HQ, tanto no roteiro quanto o quadrinho e mais besta ainda com a qualidade do material impresso. Deu um puta orgulho de estar lendo uma produção nacional. Mas sabe o que eu acho? Que Apagão me ganhou mesmo com a introdução. Quem abre as primeiras páginas do quadrinho é a música Bichos Escrotos dos Titãs. Algo que leva um som assim na abertura não pode ser qualquer porcaria, pensei comigo mesma.

Apagão é cáusitco, cru e violento. É uma daquelas coisas que a gente termina de ler e pensa: “poxa cara, que bom que eu comprei isso, valeu cada centavo”. Eu diria mais: valeu cada minuto de leitura.

Confira o que o Raphael Fernandes contou sobre a origem da idéia louca de Apagão:



Acho que é isso folks! Vou ficando por aqui e até a próxima!
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