segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sobre livros desapaixonantes

 Ás vezes é  impossível evitar uma “quase decepção literária”. Digo quase pois, não chega a ser uma total frustração. É só um livro que você idealizou muito e então, não é nada daquilo.

Ou ainda pior: você não sabia o que esperar do livro, mas todos diziam que era o máximo e de repente, desamor. Você lê, cheio de expectativas e procura desesperadamente pelos sinais das coisas magnificas que todas as pessoas disseram, indicaram e exaltaram deixando seu hype superinflado.

Então o livro se torna aquele crush que chegou perto demais evaporando o interesse, pelo simples fato de que ele não era aquela coca cola toda que você passou horas idealizando. 

E é nesse momento em que você se reconhece desapaixonadoNa maior parte das vezes nos sentimos desajustados. Por que eu não consigo gostar desse livro? Por que disseram que era tão incrível? Por que? Por que? Os motivos podem ser vários: Você não estava no momento certo para aquele livro ou está saturado daquele gênero, ou esperava que dentro daquele gênero, o autor usasse os códigos de sempre de maneira revolucionária.

Mas acho que, na maioria dos casos, o que estraga o livro é o hype. Você lê cheio de expectativas e não deixa o livro evoluir, a leitura fluir e a história se desenvolver, simplesmente por estar procurando os pêlos dourados da maçã da esfinge que não sabia o enigma.

Claro que existem os diferentões, aqueles que lêem apenas para apontar falhas e dançarem polca com os haters. Mas se esse  não é o seu caso e você apenas não achou o livro aquela nimbus 2000, não se torture, não se obrigue. Puxe o freio do bom senso e dê descarga na opinião que ouviu e até mesmo nas recomendações que procurou e retome a leitura livre da obrigação de achar aquilo o máximo. Ou simplesmente deixe pra lá e seja realista: é fato que existem livros ruins.


Seja livre e lembre-se: um livro jamais será lido da mesma maneira por pessoas diferentes. <3
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