terça-feira, 6 de março de 2018

A Esfinge da Alvorada

Autor: Eddie Van Feu
Gênero: Fantasia
Páginas: 328
Série: Crônicas de Leemyar
Editora: Linhas Tortas


Eu tenho uma relação de amor com a galera de Leemyar. Sério. Acompanho essa trupe maluca, desde seu surgimento no primeiro livro da saga e acabei ficando. Os outros dois volumes tem resenha aqui e aqui.


Mas vamos ao que interessa: O grupo de heróis do campo de treinamento High Honor passou por terríveis maus bocados no livro 2: A espada dos Dragões. Nesse terceiro volume,  o pessoal ainda está colando os cacos do que sobrou no ultimo combate, desvendando os efeitos colaterais e tentando seguir em frente da melhor maneira possível.

Entre sombras, medo, paranoia e tentativa de normalizar a vida, os guerreiros descobrem que a amiga Vanna não está nada bem.  E a pior coisa que tem é você tentar provar para alguém que ela precisa de ajuda, quando a própria pessoa acha que não. Às vezes, a pessoa em questão até não precisa mesmo de ajuda e a gente acaba sendo enxerido, mas esse não é o caso.

Vanna vai descobrir que uma pedra que a gente joga no lago, não é só uma pedra que a gente joga no lago. A pedra vai produzir ondas, mexer na água, levantar lodo do fundo, talvez até bater em um peixinho no meio do caminho.  Coisas simplesmente acontecem quando tomamos decisões. Coisas que não podemos controlar, mas que precisamos enfrentar, porque elas passam a fazer parte do nosso caminho.

Como se não bastassem os tormentos internos da galera, a maquiavélica da escritora conseguiu preparar coisas ainda mais tensas para testar a fé e a resiliência dos guerreiros de Leemyar: juntos, precisarão enfrentar o Deserto das Mil Mortes em busca de algo que pode definir o destino de Celtária e é claro que eu não posso falar o que é, por motivos de:


A Esfinge da Alvorada tem 45 capítulos, divididos em 3 arcos: o primeiro em que o pessoal está se recuperando do ultimo ataque do Algol, a segunda em que precisam achar ajuda para a Vana e o terceiro em que precisam achar o artefato para evitar que Celtária tenha um destino trágico. Não há exatamente uma divisão clara. Eu que acabei organizando a leitura dessa forma, mas a questão é: tudo está conectado. Os acontecimentos do terceiro volume estão totalmente ligados ao botão que foi apertado no segundo volume.

Eu sou uma manteiga derretida e esse volume levou umas lágrimas minhas em várias cenas. Uma delas, inclusive, no capítulo 36, é um dos mais emocionantes, onde o personagem Dirk, finalmente chamou minha atenção e ganhou uns pontinhos da minha simpatia. Ou seria compaixão?

Mas nem só lágrimas e vista embaçada essa leitura me rendeu: o humor permanece intacto no convívio dos personagens, as cenas de luta continuam dinâmicas e muita risada rola solta também!

Uma das coisas mais especiais de A esfinge da Alvorada, é a mensagem de que a gente até pode seguir um caminho solitário, mas nunca chegaremos tão longe  quanto chegaríamos ao lado das pessoas que confiamos, dos amigos que,  uma vez emprestados às nossas vidas,  se tornam parte de nós mesmos.

Lendo Crônicas de Leemyar (qualquer um dos três volumes), a gente lembra que a amizade é também um tipo de amor, daquele que nasce por afinidade, convívio, compartilhamento e cumplicidade e que ter amigos de verdade, aqui, na vida real, é um presente quem nem todo mundo pode dizer que ganhou.

Leitura super indicada para quem gosta de fantasia, aventura, personagens bem desenvolvidos e muita emoção por capítulo!
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