quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Anacrônicas - contos mágicos & trágicos

Autor: Ana Cristina Rodrigues
Gênero: Contos de fantasia
Páginas: 204
Editora: Aquário

Conheci a Ana Cristina Rodrigues na Fest Comix 2015 desse ano, mas só fui mesmo conferir o seu trabalho na bienal do Rio, em setembro. Fiquei encantada com o currículo da moça: escritora, tradutora, editora e historiadora.

Entre os mimos que trouxe do estande da Aquário Editorial para casa, — espero resenhar todos em breve — estava a coletânea “Anacrônicas – Contos mágicos e trágicos”. E é desse livro com formato de bolso que quero falar hoje.

Tive de optar em falar — ou melhor, tentar falar —  do livro como um todo, não focando em nenhum conto específico, afinal são 24 contos! Eu levaria dois quilômetros de post até falar de cada um deles, afinal essa coletânea é um compilado de produções da escritora entre 2009 e 2014.

No começo da leitura me senti um pouco intrigada. Apesar de bons contos, eu senti falta de uma unidade, de uma continuidade. Cheguei mesmo a achar que a leitura não renderia muita coisa. Depois do quarto conto eu entendi essa tristeza miúda que começava a tomar conta de mim: Eu queria mais. Não queria só aqueles pedacinhos de mundo. Queria todos os universos que a Ana — hábil em ser sucinta — mostrava só uma parte.


Admito que passei uma boa semana em sua companhia, voando com grifos, viajando em condados medievais, incendiando cidades bibliotecas, conhecendo o povo-macaco e voando com fadas que se transformam em dragões. A e também tinham os coelhos. 4 coelhos. Inclusive, com um deles acompanhei um onírico desmemoriado no roubo de sonhos.

Com Anacrônicas, inventei uma nova forma de ler livros de contos: abria a página do sumário e deixava o dedo correr solto. Até que eu acha que estava bom e abria os olhos. Onde a ponta do meu dedo estivesse, lá eu faria minha nova leitura. E assim foi até terminar o último conto. Só agora me ocorre que outras pessoas devem fazer isso, né? Mas comigo essa foi a primeira vez, então achei válido dividir. Hehehe

O projeto gráfico do livro é uma delicinha que intriga: tem coelhos na capa, me remetendo ao mundo eternizado por Lewis Carroll em Alice. O livro é em formato pequeno, facilitando tanto caber na bolsa, quanto o manuseio em minhas incursões literárias. Acho que já contei mil vezes que leio no trajeto casa-trabalho-trabalho-casa, né?

A, ia esquecendo, tem ilustrações espalhadas entre as páginas, e quando menos esperamos, escolhemos não adiar a leitura do próximo conto só para ver o que significa aquilo! Talvez isso se deva à minha curiosidade. Talvez não.

Mais uma produção nacional para quem curte leituras rápidas e não dispensa a possibilidade de passear em multiversos literários! ;)

Aqui o vídeo que gravamos dela falando um pouquinho sobre o livro:




Até a próxima folks!
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