terça-feira, 17 de abril de 2018

O vitral encantado


Autor:  Diana Winne Jones
Gênero: Ficção / Fantasia
Páginas: 304
Editora: Galera Record

Andrew Brandon Hope, um homem já pela casa dos 30 anos, recebe a herança do seu avô: uma casa de campo, a "Mesltone House". 


E quando Andrew se muda para a casa, lembranças de sua infância mágica começam a chegar aos poucos e ele percebe que sua missão ali não é só cuidar da casa e dos empregados que permaneceram depois da morte do Sr. Jocelyn Brandon...

As coisas ficam ainda mais estranhas com a chegada do misterioso Aidan Cain, um garoto que busca ajuda e proteção em Melstone House e aciona ainda mais lembranças em Andrew. Juntos, exploram detalhes da casa e ainda lutam contra o suposto pai de Aidan, um sujeito assustador, que deseja matar o próprio filho.

As histórias de Andrew e Aidan se entrelaçam e descobrimos sobre um e sobre outro ao mesmo tempo em que eles aprendem sobre si mesmos.

Nesse livro, não há a urgência de salvar um mundo inteiro, mas a há a urgência de encontrar a origem dos personagens e salvar o seus pequenos mundos. Tudo com uma narrativa suave e bem humorada. É preciso salvar não somente Aidan das garras do seu pai mágico, como também é preciso fazer com que Andrew lembre e entenda as coisas que o avô ensinou, antes que a vila toda venha a entrar em colapso. E claro, há o Vitral e todas as respostas estão ali.

Uma das coisas que mais me agradaram durante a leitura foi a naturalidade com que a escritora vai apresentando o mundo na colina de Mel Tump, onde todos tem dons especiais e são contrapartes de alguém no mundo das fadas.  Mas essa leveza, essa naturalidade é uma marca registrada da Diana wynne Jones, que já me cativou desde a leitura de "Os Mundos de Crestomanci", já indicado pela Josy aqui do Barato.

A Diana entrou para a minha coleção de paixonite por pessoas mortas. E sinto que, sem ela, o mundo da fantasia ficou um pouquinho menos brilhante.

Demorei um pouco para entender que o livro tinha terminado, sabe? Todas as respostas estavam ali, mas queria passar mais tempo com as pessoas estranhas do vilarejo e shipando Andrew e Stache, uma moça incrível, daquelas que, além de inteligentes, batem primeiro e perguntam depois. E também queria ficar mais um pouco descobrindo com Aidan como é quando a gente encontra o nosso lugar no mundo. 

Mas aí a história acaba e só me resta terminar essa resenha, dizendo que, para quem gosta de histórias de fantasia suaves e com cenário inglês, essa é uma ótima leitura!

Até a próxima folks!


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