Barbara Castelo é uma detetive brasileira que se muda para viver em Barrow no Alasca no período de dois meses nos quais a cidade fica em noite polar, ou seja sem luz do dia.
Logo que chega ao departamento ela e seu parceiro tem um primeiro caso de homicídio para investigar e com fortes indícios de ocultismo nos elementos do crime.
Nossa protagonista tem que superar as diferenças e estranhezas no contato com seu novo parceiro, Bruce Darnell e enfrentar sua fobia de escuro para descobrir quem é o serial killer antes que ele faça mais um vítima.
Em um thriller eletrizante como um bom filme de ação, todos os elementos para fixar o leitor do início ao fim estão lá. Barbara ter fobia e ir até Barrow justamente para enfrentar seus medos e superar os traumas de seu passado já revela o quanto a heroína tem uma personalidade forte e determinada.
As cenas de reviravoltas empolgam no momento certo. As pessoas mais sensíveis talvez tenham dificuldade para ler as descrições das cenas dos crimes. Mas, pessoas sensíveis não escolhem livros de seriais killers normalmente.
Fãs de literatura policial e série de detetive vão adorar esse livro de Claudia Lemes. De quem eu já sou fã.
Harper Connelly é uma
espécie de detetive que tem o dom de encontrar cadáveres de pessoas
desaparecidas, e se você já leu as resenhas dos volumes anteriores, já deve
saber que ela ganha a vida assim, ao lado do seu irmão de criação Tolliver
Lang.
Nesse terceiro livro, o
formato do enredo se mantém: Harper é contratada para encontrar um cadáver, dá
ruim, ela fica presa na cidade até resolver o mistério para então pegar o carro
e ir para a próxima parada (ou seria para a próxima história?). E, mesmo o enredo
já sendo familiar, a história conseguiu me arrancar verdadeiros arrepios.
O cenário da vez é a
cidadezinha de Doraville, na costa leste dos Estados Unidos. Harper foi
contratada para encontrar o corpo de um garoto desaparecido há meses.O único porém é que junto ao garoto, haviam
outros sete corpos, de todos os garotos que vinham desaparecendo da cidade nos
últimos cinco anos e que a polícia simplesmente achava que tinham fugido de
casa. E o pior: todos os garotos tinham sido torturados e estuprados dias a fio
antes de morrerem.
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Dany
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020
Autor: Charlaine Harris Editora: Lua de Papel / LEYA Gênero: Suspense/ Mistério Páginas: 232
Visão do Além é o
primeiro livro da série “Harper Connelly Mysteries” da Charlaine Harris (para
quem não lembra, é a autora que escreveu a série de livros “Vampiros do Sul”
protagonizado pela personagem Sookie Stackhouse que deu origem à série TrueBlood, produzida pela da HBO). E, sem saber se tratar de uma série, eu acabei
lendo primeiro o segundo livro, que chama “Surpresa do Além”, e tem resenha bemaqui. Eu e a minha mania de ler as séries pela ordem errada, né? Né.
Bom, a questão é que
gostei o suficiente do primeiro livro (que na verdade é o segundo), e fui
atrás de ler os outros 2 Volumes da série publicados no Brasil. E, agora sim,
começando pelo começo, li o primeiro livro, onde somos apresentados com mais
detalhes à Harper Connely e seu irmão de criação Tolliver Lang. No livro, é
usado o termo “meio-irmão”. No entanto, Harper e Tolliver, apesar de terem
crescido juntos, não tem nenhum parentesco sanguíneo. Coisa que fica bem clara
nesse volume da série e que eu demorei muito para perceber no livro que li
anteriormente.
Harper ganha a vida de
uma maneira singular: ela é especialista em encontrar cadáveres escondidos e
apontar a causa da morte e por isso, acaba viajando por todo o país (USA) com
seu irmão de criação (que trabalha com ela como seu empresário), para atender
os clientes que a contratam. Não vou contar aqui como ela passou a ter esse
dom, pois já falei disso na resenha de Surpresa do Além .
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Dany
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terça-feira, 7 de agosto de 2018
Autor: Carolina Mancini Gênero: Ficção, terror psicológico Páginas: 156
Editora: Estronho
Nihil é um conceito. Uma passagem. Fragmentos de humanos desumanos. Viu só? Nihil mexe com a cabeça da gente, e antes que eu continue brisando, melhor começar essa resenha.
Já escrevi aqui no blog, sobre as minhas primeiras impressões sobre esse livro. Naquela época eu tive acesso à degustação da obra, e hoje volto para contar como foi ler Nihil inteirinho, de ponta a ponta. Como foi essa coisa de "sobreviver à névoa."
Em Nihil, uma névoa tóxica se espalhou pelas grandes metrópoles (embora pareça que está no mundo inteiro, mas não dá para ter certeza). As pessoas tiveram que se trancar em suas casas, estocar comida e vedar muito bem as portas e janelas. Quem se arriscasse na névoa poderia perder partes do corpo ou, na melhor das hipóteses, morrer bem rápido.
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Josy
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terça-feira, 24 de abril de 2018
Autor: Helena Gomes e Rosana Rios
Gênero: Ficção, Aventura , Nacional
Páginas: 520
Editora: DCL Editora
Ana Cristina viaja com sua família e sua amiga Cristina para passar férias na cidade de Passa Quatro em Minas Gerais. Ao chegar lá, ambas são surpreendidas ao encontrarem um livro com uma narrativa semelhante ao do jogo de RPG (role playing game) de mesa que jogavam em São Paulo. Se ser semelhante já era assustador, quando os mesmos crimes descritos no livro começam a acontecer a sua volta só resta a elas descobrir como isso é possível.
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Josy
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sexta-feira, 20 de abril de 2018
Aquele momento que você procura uma série fora do convencional e que te dê um nó na cabeça.
Apresentamos a você: Twin Peaks.
Criada por David Lynch e Mark Frost nos anos noventa, a trama arrecadou diversos fãs na época pelo mistério no qual o Agente do F. B.I. Dale Cooper (Kyle Maclachlan) era convocado para investigar o estranho assassinato da jovem Laura Palmer (Sheryl Lee). Uma adolescente comum que foi achada embalada em plástico SIM, EMBALADA EM PLÁSTICO na praia local.
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Josy
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sexta-feira, 17 de junho de 2016
Eles enfrentaram os mistérios mais sinistros dos últimos sessenta anos, sempre em busca da verdade. Agora é a sua vez de entrar em contato com o sobrenatural. Você tem coragem? Então leia Ed & Lorraine Warren: Demonologistas, a biografia definitiva dos mais famosos investigadores paranormais do nosso plano astral.
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Josy
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segunda-feira, 30 de maio de 2016
Autor: Daniel O'Malley Gênero: Suspense, Ficção, Sobrenatural, Investigação. Páginas: 432 Editora: Leya Série: The Checquy Files nº1 (Os Arquivos Checquy)
Myfanwy Thomas acorda numa praça com diversos corpos a sua volta. Como se isto não fosse assustador o suficiente, ela perdeu a memória e não sabe como foi para lá ou quem ela mesmo é.
Pelo menos até colocar sua mão no bolso do casado que estava vestindo, onde encontra uma carta escrita por ela mesma, dizendo que já sabia que ia perder a memória e estas eram instruções sobre o que ela poderia fazer a partir de agora. Este é o começo de A Torre, primeiro volume da série escrita pelo australiano Daniel O'Malley.
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Josy
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domingo, 20 de setembro de 2015
Autor: Georgette Silen
Gênero: Ficção e Terror
Páginas: 66
Editora: Buriti
Um Frei recém ordenado viaja despreocupado para sua nova base religiosa, no caminho a noite em meio a uma atmosfera perturbadora encontra um templo antigo com uma bela figura de mulher na parede. Este é o principio de "O Cântico do Súcubo".
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Unknown
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terça-feira, 6 de maio de 2014
A História
O cenário de Uma Guerra de Luz e Sombras é a
cidade de Las Vegas, onde uma força tarefa é montada para agir com mais
liberdade contra o crime de narcóticos, que tinha se transformado num problema
bem pesado para o governador. Mas na verdade é só para deixar a imagem do
governador bem bonita perante o povo... Logo no inicio a ambientação nos deixa
a vontade, lembrando muito o clima de seriados policiais. Os escolhidos para
formar a força tarefa são cinco rapazes, que apesar de já fazerem parte da
polícia, têm um currículo duvidoso: Al, Carlson, Ken, Eduardo e Danny (opa!
Danny... okay. Aqui começou minha série de identificações...). Como a primeira
missão acaba sendo um desastre, um novo membro é adicionado à equipe: Theodore
Lanark, que tem o objetivo de organizar e unir os rapazes. Sob seu comando o
grupo se torna mais coeso (vira uma família, para ser sincera. Adoro a forma
como ele se refere à sua equipe, como “meus garotos”) e logo começa a ter um
certo reconhecimento e sucesso, invejadíssimo pelos outros departamentos de
polícia, que começam a desenhar suas insatisfações, deixando a “Força Tarefa”
de Lanark mal vista. Mas ele não está nem aí, e essa característica de não
ligar para o que os outros pensam é muito forte no tenente, tornando-o um dos
personagens mais marcantes do livro (na minha humildíssima opinião).
O protagonista se chama Danny Sheley, um moço
com dons mediúnicos (cheguei a essa conclusão sozinha, mas você está livre para
entender o que quiser) que é um dos integrantes da Força Tarefa. Como se não
bastassem os esqueletos que ele já guardava no armário, sua vida muda
radicalmente depois que sua equipe começa a investigar um grupo criminoso muito
esquisito e peculiar, que servia a um magnata, que está mais para o vilão mais
hediondo, mais cruel, mais coisa-ruim e demoníaco de todos os tempos. E para o
desespero do leitor, Danny acaba caindo nas garras desse demônio (Aqui as cenas
me assustaram tanto que me lembro de nessa noite não conseguir dormir, ouvindo
gemidos, senti cheiro de sangue, de enxofre. Nessa noite eu assisti uma comédia
bem boba, bem burra. Mas eu não consegui dormir mesmo assim. No dia seguinte
cheguei ao trabalho com uma cara péssima).
Na tentativa de resgatar o amigo das garras
imundas e demoníacas de De La Cali, os integrantes da força tarefa buscam pela ajuda
de Landau, um haitiano que está no mundo do crime, mas que tem uma ligação
fortíssima com um tipo de magia que não conhecemos muito: o Vodu. Landau é
misterioso e encantador. As coisas
conseguem ficar ainda mais estranhas quando mais um membro é adicionado aos
vigilantes: Billie Jean Sparks, uma policial com um pé no mundo místico. Ela
foi uma personagem a quem me agarrei com unhas e dentes. Sua presença tornou a
leitura mais leve e divertida. Em cada capítulo em que ela estava lá me fazia
respirar aliviada, embora o medo do terror do início me fizesse sentir o peito
estremecer e o estômago revirar. Mas ela estava lá mostrando que nem só de
crueldade, maldade e violência vive o pessoal de Uma Guerra de Luz e Sombras, e
me peguei rindo várias vezes das passagens bem humoradas do livro. Uma das
minhas cenas preferidas se passa dentro de um carro, em que um parto tem que
ser feito sob uma saraivada de tiros e solavancos, pois estão em pleno
movimento fugindo da perseguição de bandidos barra pesada! E quando as feridas pareciam doer menos o
terror voltou... de um modo que eu não poderia imaginar, de um modo que eu não
gostaria de encarar. Para quem tem a alma sensível ou um gosto por leituras
mais suaves, vai apanhar um bocado, pelo menos, eu apanhei muito, por que lá no fundo eu não aceitava tanto
sofrimento, tanta crueldade. Não, eu não aceitava. E quando não aceitamos temos
um pânico do inaceitável bater na nossa cara e dizer que ele existe e está bem
ali na nossa frente. Então negamos com todas as forças. Eu neguei. Eu sofri e
doeu. Mas sobrevivi bravamente ao início do livro e quando virei a última
página entendi que a mágica de um bom livro não é enveredar pelo o que
esperamos, mas se manter fiel ao que a história exige, aos caminhos dos
personagens. Houveram momentos de alegria, momentos fofíssimos, mágicos,
tensos, cruéis e sobrenaturais. E sei que esse livro não poderia terminar de
outra maneira: os personagens não cresceriam tanto se não tivesse sido de outra
forma.
Impressões...
Sobrenatural. Já que toquei
nessa palavra, me atrevo a dizer que Uma Guerra de Luz e Sombras surpreende não só
pelo seu poder de imersão e de imagem, mas também pela ligação com eventos
sobrenaturais que é feita gradativamente, pulsando como sinais que nem sempre
estamos dispostos a ver. Um dos desafios mais complexos que os personagens
tiveram de enfrentar foi o processo de aceitação de que existem coisas que a
racionalidade não pode conceber e que é exatamente por isso que temos de nos
manter abertos para tudo que foge aos olhos. Do contrário, podemos nos vestir
com a armadura da ignorância e erguer um muro de desculpas para mascarar nossa
covardia.
Toda a galera de U.G.L.S. foi desenvolvida com
a precisão cirúrgica de quem conhece a alma humana e sabe que o impossível não
é uma palavra que vibre na mesma frequência do que um dia poderemos ser através
de nossas escolhas. São todos maduros e completos, com suas qualidades e
defeitos, com suas manias, tiques, vícios, fraquezas e forças.
O projeto gráfico
da capa é incrível, e a diagramação nos deixa muito confortáveis, pois o livro
tem 608 páginas, e mesmo assim a leitura flui rapidamente! Os capítulos não são
longos, o que torna a leitura muito mais dinâmica. Normalmente eu diria que
devorei o livro, mas a verdade é que fui devorada por essa leitura. Se isso é
bom ou ruim, não sei, mas o fato é que uma Guerra de Luz e sombras é fantástico
e merece ser lido sem ressalvas e pré – conceitos. E mesmo que você os tenha, garanto
que quando terminar estará tão nu quanto eu, totalmente despido de ideias pré-
concebidas e talvez
até disposto a deixar de lado aquele orgulho de ser alguém que acha que já sabe
tudo, que já viu de tudo.
Quando a própria
Eddie falou sobre o livro, eu jamais poderia imaginar o quão denso, violento,
inquietante, cruel e dolorido ele realmente seria. Até Lê-lo. Existem alguns raros
livros que não nos oferecem a opção de não mergulhar. De não vestir a pele de
cada personagem, de não sofrer nem dividir os medos, alegrias, anseios e
amores. Eles simplesmente te arrastam com ondas gigantescas para o fundo do
mar, e não, você não virá à tona enquanto não terminar de ler.
Uma
Guerra de Luz e Sombras é assim. Um oceano, com tsunamis e furacões, um terreno
instável pronto para abrir sob seus pés e tragá-lo para um mundo de escuridão e
rutilância... Cheguei a pensar que isso
se devesse a minha imaginação altamente impressionável. Mas havia muito mais.
Uma Guerra de Luz e Sombras tem vida própria, e cada um dos personagens poderia
ser qualquer um de nós e nós poderíamos ser todos eles. E é exatamente isso que torna a leitura tão
assustadora: A realidade. Que funciona nesse caso como os tijolos e a fundação
da ficção. Ficção? Não... Uma guerra de Luz e sombras é um universo paralelo,
perigosamente próximo a nós... onde entramos em contato com nossos piores medos
e descobrimos outros que nem fazíamos ideia que pudessem existir, é onde
entramos em choque quando nossas crenças
e convicções são postos a prova e sentimos na boca o gosto amargo do pânico, do
sofrimento e da impotência de não passar de um mero expectador. E essa impotência adquire graus cada vez mais
inimagináveis quando você se vê refletido nos personagens. Há algo de você ali
dentro. A história está viva e pulsa em cada um de nós.
Durante
toda leitura sofri com palpitações, chegava em casa de estômago embrulhado, o
corpo dolorido, a cabeça girando. Eu não queria assimilar. Era muita dor,
MU-I-TA DOR.
Para terminar, preciso deixar claro que uma Guerra de Luz e Sombras
esgruvinhou meus medos, virou muitas chaves aqui dentro e destrancou muitas
janelas, para deixar o sol entrar através de mensagens como lealdade, coragem,
fé, esperança e força. E Não. Nunca seremos tão bonzinhos ou tão mausinhos
quanto gostaríamos de imaginar. Somos complexos demais para caber em rótulos e
ingênuos demais para achar que podemos rotular tudo.
Pois é... Acabei aprendendo que as coisas mais fantásticas que podem
acontecer conosco precisam de um espaço só delas em nossas vidas. E você, está
pronto para encarar uma leitura que é capaz de te trazer tudo isso? Espero que
sim e boa viagem!
Eddie Van Feu escreve desde que conseguiu segurar um lápis pela primeira vez. Trabalhou em diversas áreas, mas nunca deixou de contar histórias. Entrou para o mercado editorial com a Editora Escala, onde trabalha até hoje como integrante do conselho editorial. Dentre suas principais publicações estão Anjos, Wicca, Alcatéia, Contos de Leemyar, O Portal, Lua das Fadas, O Trono Sem Rei e agora, a Trilogia Uma Guerra de Luz e sombras.